Adoremos ao Senhor

Tomo I · Páginas del PDF 17–39

CARTA PASTORAL SOBRE O CULTO E A LITURGIA DA IGREJA ANGLICANA UNIDA

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1. O Colégio Episcopal da Igreja Anglicana Unida, no uso de suas atribuições canônicas, vem através desta carta pastoral, regulamentar a Liturgia da nossa Igreja. 2. A nossa tradição Episcopal/Anglicana tem como base da Liturgia o Livro da Oração em Comum, de modo especial como "padrão", o livro de 1662, da Igreja da Inglaterra. Evidentemente que, embora seja padrão, seu uso não é obrigatório entre nós, mas é um diretivo de nossas ações litúrgicas e teológicas. Nossa Igreja tem um livro litúrgico próprio, chamado de “Adoremos ao Senhor – Liturgia Anglicana - Nosso Livro da Oração em Comum da Igreja Anglicana Unida - 2025", cujo uso é obrigatório em todas as nossas Paróquias e Missões. Neste ato, queremos regulamentar seu uso e dar algumas orientações pastorais importantes para que tenhamos unidade litúrgica em nossa Igreja Anglicana Unida. 3. Se você está familiarizado com a nossa liturgia ou não, nós cremos que é importante entender por que nós adoramos do modo como fazemos. A pergunta “por que nós fazemos as coisas desse modo peculiar” é boa e justa. Por favor, não sinta incômodo em nos perguntar! Estamos certos de que alguns desejam saber se isto nada mais é que mera tradição humana - mas não é. Nós desejamos que a nossa adoração seja vigorosa e robusta no oferecimento de nosso louvor a Deus. Por isso, achamos importante expressar a nossa adoração a Deus com três preocupações. A adoração deve ser bíblica, histórica e verdadeiramente católica (universal).

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4. O propósito desta carta pastoral é mostrar que a nossa adoração se ajusta a estas preocupações e o porquê. Explanaremos algumas questões específicas que nos foram feitas ao longo do caminho. 5. Em face disso, nosso livro de adoração pública, chamado “Adoremos ao Senhor – Liturgia Anglicana - Nosso Livro da Oração em Comum da Igreja Anglicana Unida - 2025" é, aproximadamente, 70% constituído de citações diretas de partes e passagens da Bíblia. Outros 20% são paráfrases da Bíblia, e 10% tirados de ensinos bíblicos. Mas é muito mais do que simplesmente citarmos um grupo de versos, mais que simplesmente ajustarmos as partes da Bíblia como nós queremos. Os cultos conformam-se a cenas de adoração bíblica, tanto no céu como na terra. Essas cenas servem como um modelo para a adoração dentro da Tradição Episcopal/Anglicana e da Igreja Cristã em todos os tempos. Assim, a adoração é bíblica, até mesmo se você não está acostumado a ver alguns princípios postos em prática. Esta carta pastoral deve aprofundar sua compreensão da adoração bíblica.

DEFINIÇÃO DE CULTO

6. O Culto é um serviço devido a Deus pelo seu povo e se expressa em todos os planos da existência humana. 7. O Culto Público, promovido pela Igreja é uma parcela do serviço total do povo de Deus, no qual o Senhor vem ao seu encontro, requer a sua adoração, mostra-lhe o seu pecado, perdoa-lhe quando se arrepende, confia-lhe a sua mensagem e espera a sua resposta em fé, gratidão, amor e obediência. 8. Para edificação dos cristãos a Igreja estimula, também, a devoção pessoal e o culto doméstico, em que cada um é incentivado à leitura e ao estudo das Sagradas Escrituras, à meditação e à oração. Para tanto, pode-se usar a Liturgia da Oração Matutina, da Oração Vespertina, da Oração do Meio Dia e do Ofício da Noite constantes em nosso LOC. O uso dos Ofícios diários é dever da função dos ministros ordenados.

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9. O culto público é realizado pelas Paróquias ou Missões normalmente aos domingos, no horário mais conveniente à comunidade. 10. Além dos cultos dominicais, as Paróquias e Missões proporcionam em outros dias da semana a experiência do culto na forma de reuniões de oração, estudos bíblicos e doutrinários, troca de testemunhos e comemorações especiais.

POR QUE VAMOS AO CULTO?

11. A resposta a esta pergunta determina tudo sobre o culto. Estamos no culto por Deus ou por nós mesmos? Por que vamos até ao culto? "Quando, pois, vos reunis no mesmo lugar, não é a ceia do Senhor que

comeis. Porque, ao comerdes, cada um toma, antecipadamente, a sua própria ceia; e há quem tenha fome, ao passo que há também quem se embriague. Não tendes, porventura, casas onde comer e beber? Ou menosprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada têm? Que vos direi? Louvar-vos-ei? Nisto, certamente, não vos louvo. Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e

beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha." (1 Coríntios 11:20-26). 12. A resposta à questão, "Por que vamos ao culto?" determina tudo sobre o culto. Pode ser respondida apenas de dois modos: nós estamos lá por causa de Deus ou por causa do homem. 13. Se nós vamos adorar para satisfazer as pessoas ou a nós, estamos interessados principalmente em questionamentos como: Estamos tendo um momento gostoso? Este serviço está me dando um bom sentimento? Nós estamos vivenciando um bom companheirismo? Nós gostamos do Reverendo? Somos movidos pelos sermões? Estas perguntas têm um denominador comum.

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Elas refletem propósitos para a adoração centrada nas pessoas, porque todas elas se referem às pessoas. Não entenda mal. Muitas questões desse tipo são preocupações legítimas. Mas elas não são propósitos bíblicos para adoração, para a vida em comunidade mencionada na passagem anterior. 14. A Bíblia ensina claramente que o propósito da adoração é para Deus. O apóstolo Paulo reprovou um grupo de cristãos por colocarem os próprios desejos egoístas deles antes da glória de Deus, ao se reunirem por razões centradas nos seres humanos. A igreja coríntia só se preocupou em encher suas próprias bocas, tendo um tempo gostoso para celebrarem juntos. Eles tinham perdido a visão real, o propósito que era anunciar a morte do Senhor (I Co 11:26). Eles não deveriam celebrar a Ceia para si mesmos, mas para Deus. Como eles sentiam ou o que gostavam não eram razões para prestar culto. 15. De fato, os cristãos de Corinto não podiam se sentir bem quando estavam juntos. Na mesma passagem o Apóstolo Paulo diz que entre eles havia muitos doentes e fracos e até quem dormisse por não haver verdadeira adoração bíblica (I Co 11:30). Eles poderiam estar se sentindo assim porque havia pecado em suas vidas. Isso acontecia com eles para se arrependerem. Como nos sentimos ou até mesmo o que pensamos sobre a adoração bíblica não é o ponto. Nós não somos o ponto de nada. Deus é. Nós apenas vamos adorá-lo! Uma vez que resolvemos por que viemos adorar, o resto entra em seu lugar biblicamente, enquanto prestamos nossa adoração de forma mais razoável.

POR QUE SUA ADORAÇÃO É TÃO FORMAL?

"Aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura. Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos

admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima". (Hebreus 10:22-25)

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16. Adoração comunitária é uma ocasião oficial. Não é um tempo casual. Em vez disso, é um momento especial em que a igreja como um todo entra verdadeiramente na sala do trono de Deus. E, certamente, um tempo todo especial de estar diante de Deus e ele caminhando conosco. Se não for esse o caso, se a igreja não entrar especialmente na presença de Deus no primeiro dia da semana em sua adoração, então estas palavras não têm sentido: "aproximemo- nos de Deus... Não deixemos de congregar-nos... façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima" (Hebreus 10:19-25). No contexto desta passagem, o Apóstolo compara o templo do Velho Testamento e o Templo Divino manifestado no Novo Testamento. O velho templo é removido: o véu que separa as pessoas de Deus é rasgado e o acesso é feito por inteiro no novo templo celestial. Então Paulo diz: "aproxime-se para O adorar." 17. Se a igreja for especialmente atraída por Deus na adoração, para estar próxima dele, então o povo de Deus deveria refletir nesta realidade em suas atitudes. Deveria demonstrar dignidade e reverência em tudo o que uma ocasião dessas exige. Este é o cerne de “porque nós adoramos do modo que o fazemos”. Nós vamos adorar com a convicção de que estamos entrando na Corte do Rei dos reis. Realmente estamos! Não deveríamos ter cuidado de nossas ações, sendo cuidadosos para não ofender a Deus? Pensamos que a resposta à questão da formalidade está no fracasso da Igreja moderna em não ver a adoração como uma entrada verdadeira na presença do Deus Vivo. Porém, uma vez que isso é percebido, nossa perspectiva muda e todas as perguntas sobre adoração formal ou litúrgica mudam. 18. Cremos que a Igreja moderna se tornou assim porque se preocupou com a liberdade para ser casual e perdeu o senso de Deus como Rei. A noção de respeito, dignidade e honra tem desaparecido. Se pensarmos que em outros tempos a formalidade e a informalidade eram diferentes em nossas próprias casas, podemos então entender porque a igreja tem sido tão informal. Há momentos em que somos muito sérios com nossos filhos e não queremos que eles desconsiderem o que dizemos. Esperamos que eles ouçam e respondam imediata e educadamente: "Sim, Senhor" ou ”Não, Senhor". Há outras ocasiões,

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entretanto, em que brincamos com nossos filhos pelo chão e damos risadas. Há momentos em que nós e nossos filhos nos vestimos à vontade para jogar bola. Também há momentos em que nossos filhos querem que fiquemos sérios. Não é interessante que quando nossas crianças querem tocar ou apresentar-se na escola para o pai e mãe delas, elas não tenham nenhum problema em se vestir com rigor? 19. Esta é a ideia de formalidade em adoração. Não significa que não haja momentos informais como a reunião de oração ou o estudo bíblico nas casas. Porém, significa que há momentos formais onde apresentamos o nosso melhor a Deus, nosso Rei Alto e Majestoso. Da mesma maneira que em nossa vida há momentos formais e informais, assim na Igreja há a mesma dinâmica.

POR QUE O PÚLPITO FICA POSICIONADO LATERALMENTE?

20. Se nós estivéssemos nos aproximando do trono de Deus, a arrumação do trono de Deus deveria refletir esta verdade bíblica. A mesa da comunhão ilustra o trono de Deus para o qual nos aproximamos em adoração. Está no centro porque Deus é o centro e não as pessoas. Para enfatizar esta centralidade de Jesus Cristo, o púlpito e o atril são colocados lateralmente. Além disso, a Palavra de Deus é lida num lugar diferente (atril) de onde é pregada (púlpito) para mostrar que a pregação não é igual à Palavra de Deus. Que o que o homem diz não é o que Deus diz. Assim, a posição central da Santa Mesa é para sublinhar a centralidade de Jesus Cristo como Deus e Cabeça da Igreja.

POR QUE CHAMAMOS DE "SANTA MESA" OU "MESA DA COMUNHÃO", E NÃO DE ALTAR

21. Chamamos Santa Mesa e não Altar porque ali não se realizam sacrifícios. O Sacrifício de Cristo é único, perfeito e suficiente, lembrado em todas as orações eucarísticas. Os "altares de pedra" foram removidos das Igrejas na Reforma Inglesa por volta de 1550-60, para se evitar a ideia romana da Eucaristia como "sacrifício", mas como memorial, onde Cristo é recebido nas

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espécies do pão e do vinho pela fé. Assim deixa claro a doutrina do LOC e também os Artigos de Religião.

POR QUE OS MINISTROS USAM ROUPAS ESPECIAIS?

22. Na adoração bíblica, os ministros usam artigos de vestuário distintivos para cobrir a roupa deles, tanto no Velho quanto no Novo Testamento. Por quê? Eles representam alguém que está além deles, isto é, Jesus Cristo. Eles cobrem as suas roupas com outros artigos de vestuário para claramente apontar Cristo. Quando eles conduzem a adoração não são pessoas comuns. Eles possuem um ofício como Ministros de Deus e as vestes simbolizam este ofício. Por exemplo, um juiz usa toga porque ele não age por si mesmo. Ele representa o governo deste país. Da mesma forma, o ministro representa a lei e o governo de um outro Reino pelas vestes que usa. Da mesma maneira que a mesa central representa a centralidade de Cristo, a roupa do ministro significa a centralidade como bem. 23. A cor básica para adoração é branca, enquanto representa a luz e glória da Ressurreição. Tradicionalmente, esta veste branca (sobrepeliz) normalmente é usada por cima de uma túnica preta chamada sotaina ou batina. Ela simboliza a morte na cruz. Ambos enfatizam a obra de Cristo efetuada na cruz. Por cima da sobrepeliz e da batina, o presbítero usa frequentemente, ao redor do pescoço e pendente ao peito, uma tira estreita e longa, ou uma “estola de pregador” chamada típete, de cor negra, ou colorida, chamada estola, quando celebra a comunhão. Esta faixa representa o jugo de Cristo, como disse Ele : "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim...pois meu jugo é suave e meu fardo é leve" (Mateus 11:29-30). O jugo era, literalmente, uma peça que se prendia ao pescoço dos bois nos tempos de Cristo. Sendo arreado com um jugo, um boi poderia aguentar uma carga. Quando o Cristo diz que Ele é o "jugo", Ele quer dizer que Ele leva os fardos desta vida literalmente. Quando o Ministro usar a estola ou o típete, está pregando um sermão visual, lembrando as pessoas que Cristo leva os seus fardos.

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24. Para simbolizar que o ministro é um servo, ele também usa uma roupa especial em seu trabalho cotidiano. Isto deveria ser visto como o uniforme dele, da mesma maneira que qualquer serviço especial para a comunidade tem um uniforme distinto: o bombeiro, policial, médico, e assim sucessivamente. O símbolo comum do ministro é o seu colarinho clerical. Este colarinho estava ao redor do pescoço dos escravos no mundo antigo. A igreja adotou isto como seu símbolo para enfatizar que seus ministros são escravos do Senhor. Certamente todo crente é um servo de Cristo, mas o ministro representa esta função de modo especial. Na vocação dele, ele simboliza na verdade o sacerdócio da Igreja inteira, o sacerdócio de Cristo. A roupa do ministro aponta para Cristo e o distingue no lugar de adoração e vida. 25. Para uma melhor compreensão, assim descrevemos as vestes que devem ser usadas pelos ministros e ministras ordenados/as. Todos os ministros ordenados devem apresentar-se aos ofícios religiosos clericalmente vestidos. Isso significa:

I. PARA DIÁCONOS E DIACONISAS:

a) Uso de Toga genebrina preta, cinza ou branca; Alva branca ou em tom pastel; ou sobrepeliz branca sobre a batina preta. b) Estola na cor litúrgica apropriada colocada no ombro esquerdo, passando no colo e sendo presa lateralmente na cintura; ou Típete preto nos ofícios não eucarísticos. c) Cotidianamente, Camisa ou colarinho clerical, na cor preta.

II. PARA PRESBÍTEROS E PRESBÍTERAS:

a) Uso de Toga genebrina preta, cinza ou branca; Alva branca ou em tom pastel; ou sobrepeliz branca sobre a batina preta. b) Estola na cor litúrgica apropriada colocada ao pescoço, com as faixas pendentes ao peito; ou Típete preto nos ofícios não eucarísticos. c) Cotidianamente, Camisa ou colarinho clerical, na cor preta.

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III. PARA BISPOS E BISPAS:

a) Uso de Toga genebrina preta, cinza ou branca; Alva branca ou em tom pastel; ou roquete branco sobre a batina roxa. b) Estola na cor litúrgica apropriada colocada no pescoço, com as faixas pendentes ao peito; ou Típete nos ofícios não eucarísticos. c) Chamarra preta nos ofícios solenes (ordenações, investiduras, Confirmações, Concílios) c) Cotidianamente, Camisa ou colarinho clerical, na cor roxa. e) Cruz peitoral f) Se bispo ativo, nos ofícios solenes, báculo pertencente ao Sínodo.

IV. É permitido aos bispos e bispas o uso de Mitra, Casula ou Capa de Asperges/Pluvial desde que sejam respeitados os seguintes critérios: • Nas Celebrações Sinodais, em que o Bispo preside; • Nas Confirmações e Ordenações.

V. Havendo mais de um bispo concelebrando, apenas o presidente da celebração usará os paramentos do item IV, ficando os outros bispos de chamarra e estola, apenas. VI. Aos presbíteros e presbíteras é facultativo o uso de casula na cor litúrgica, desde que seja o presidente da celebração. Os concelebrantes, se houver, usarão apenas estola. VII. Na confecção desses paramentos, prefiram-se tecidos simples, sem muito brilho ou pompa. Quanto à mitra, prefira-se o modelo “abacial”, sem muitos ornamentos.

POR QUE VÁRIOS SÍMBOLOS COMO VELAS E A CRUZ?

Fizeram, pois, os filhos de Israel como Josué ordenara, e levantaram doze pedras do meio do Jordão, como o SENHOR tinha dito a Josué, segundo o número das tribos dos filhos de Israel, e levaram-nas consigo ao alojamento, e as depositaram ali. Levantou Josué também doze pedras no meio do Jordão, no lugar

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em que, parados, pousaram os pés os sacerdotes que levavam a arca da Aliança; e

ali estão até ao dia de hoje. (Josué 4:8-9) 26. É comum termos ao nosso redor, em nossa vida mortal, muitos símbolos: alianças de casamento, diplomas, medalhas, distintivos, apertos de mão, bandeiras, uniformes, velas de aniversário, guirlandas e árvores de Natal, vestidos de noiva, rosas, lírios, beijos, composição de mesas em cerimônias. Todos estes gestos, roupas, e artefatos dizem algo. Eles têm um significado para nós. Esta verdade sobre os símbolos se origina na Bíblia. As Sagradas Escrituras falam de todo o tipo de símbolos que reforçam a relação entre o homem e Deus. Eles não são adorados ou venerados, mas servem a alguns propósitos importantes. 27. Primeiro, símbolos visuais ensinam verdades importantes na Bíblia. Lá diz, por exemplo, que um pilar de pedras foi construído para simbolizar como Deus tinha conduzido o seu povo. Foi feito de pedras do leito do rio Jordão para lembrar as pessoas como Deus os tinha feito passar ali e pelo Mar Vermelho. Este símbolo era uma adição a tantos outros usados entre as pessoas e Deus, como a circuncisão e a Páscoa, sem mencionar todos os outros que eram usados no Tabernáculo, o lugar central de adoração. Isto evidencia uma posição bíblica no uso dos símbolos. 28. Segundo, os símbolos do lugar central da adoração não só apontam lições espirituais importantes, mas criam uma atmosfera gloriosa de adoração. Lembremos que as pessoas se aproximam da sala do trono de Deus durante a adoração, por isso, é apropriado decorar o ambiente para refletir esta realidade. Alguns anglicanos usam velas para simbolizar a luz e a presença de Deus. Algumas igrejas podem ter altos tetos ou grandes cúpulas douradas para demonstrar a imensidade do Deus dos céus. O uso de símbolos para levar mensagens especiais e estabelecer um ambiente bonito é recomendado, embora não por mandamento bíblico. 29. Símbolos são uma parte da vida. Deus não os proíbe. Se fossem, então, teríamos que passar por nossas próprias casas e jogar fora todos os bichos de pelúcia das crianças, todos os quadros das paredes, esculturas de madeira que

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estão sobre as estantes. Nunca teríamos monumentos históricos prestando homenagens aos nossos heróis, apenas porque possuem imagens deles. Talvez, alguns cristãos não teriam nenhum problema em fazer isso, mas se fizerem, não é porque a Bíblia ordena. Os símbolos têm um lugar bíblico definido em adoração e vida! 30. Sendo assim, orientamos a Igreja da seguinte forma: O Culto Cristão sempre foi rico em simbologia tanto no Antigo Testamento como no Novo Testamento. Por isso, os templos das Paróquias e Missões devem buscar adequada arquitetura e símbolos, que os caracterize como locais de culto, refletindo a herança reformada e anglicana. 31. Provavelmente o símbolo mais comum na Igreja é uma cruz. Muitas Comunidades têm uma cruz bonita na parede. Os fieis não adoram o símbolo. No entanto, ele lembra a eles o evento central da História, a Morte e a Ressurreição de Cristo, vendo a cruz no centro. A cruz é uma árvore que aponta a todo o mundo o caminho para a árvore da vida. Este madeiro apenas é símbolo da cruz que Cristo levou e onde morreu no Gólgota pelos pecados do mundo. Lembra-nos que Deus devolveu, em Cristo, o jardim de sua presença. A cruz é um dos símbolos cristãos fundamentais, porque é símbolo da vitória da Igreja sobre o mundo. A Cruz é o símbolo da nossa fé, é o símbolo da obra de Jesus Cristo que tomou sobre si as nossas dores e os nossos pecados e os derrotou, inclusive pela sua ressurreição no terceiro dia. A Cruz Celta, que usamos na Igreja, inclui um círculo por trás, representando a presença do Pai. Isso enfatiza que a cruz não foi um acidente de percurso, mas um plano divino firmado desde o início dos tempos. Todas as igrejas e capelas da Igreja Anglicana Unida deverão ter uma cruz vazia na parede “leste", atrás da mesa da comunhão. 32. O Chi-Rho, ideograma referencial à Pessoa de Cristo, são duas letras gregas iniciais do nome de Cristo (Cristo) ‘Chi’ (X) e ‘Ro’ (P) unidas e sobrepostas. 33. O Domingo representa ‘O Oitavo Dia.’ As razões históricas por isso são simples. Foi o dia no qual o Nosso Senhor ressuscitou dos mortos. A Igreja começou a se reunir para celebrar a ressurreição semanalmente, inclusive com o

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partir do pão (A Santa Ceia). É o ‘Oitavo Dia’. Pois aconteceu no dia após o Sábado (Dia de Descanso Hebraico). Este dia passou a ser observado como o Dia do Senhor, que além de apontar para o passado, aponta para o futuro. O Dia do Senhor nos lembra da volta do Nosso Senhor para julgar os vivos e os mortos. 34. O Domingo é símbolo do que Jesus fez por nós, e em nós pela salvação. Mas também é o símbolo de que virá o último e glorioso dia, quando todo joelho se dobrará e toda língua confessará Jesus como Senhor. Então, nós o contemplaremos face a face e entraremos no descanso eterno prometido.

Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus,

que é o vosso culto racional.(Romanos 12:1) 35. Adoração é "serviço" de acordo com a Bíblia. Não é passividade, pois não é o servo maior que seu Senhor. É atividade. Quantas vezes ouvimos pessoas dizerem que adoração é uma experiência. Isto não revela o essencial. É um ato que claramente ocupa os participantes da Adoração a Deus. Não é algo para sentar e desfrutar. É serviço espiritual, trabalho espiritual. 36. Considerando que adoração é um ato de mostrar reverência, são assumidas várias posturas no serviço. A regra geral apresentada na Bíblia é: ajoelhe para orar, sente para escutar e levante em resposta. Nos cultos nas Comunidades Anglicanas usamos os três gestos. Adoradores modernos podem perguntar: Por que todos se levantam, se sentam e se ajoelham? Por que não podemos entrar e ficar sentados? 37. Primeiro, ajoelhar-se é o modo comum de orar nas Escrituras. O Apóstolo Paulo diz: "Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai." (Efésios 3:14) 38. Ele acrescenta, "Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe

deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo

é Senhor, para glória de Deus Pai." (Filipenses 2:9-11). Ajoelhamo-nos para expressar uma variedade de atitudes na oração: humildade, respeito, submissão,

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gratidão e louvor. A posição comum de orar sentados na maioria das igrejas protestantes/evangélicas não é encontrada na Bíblia; nunca Abraão, Davi ou Jesus fizeram orações sentados. Em vez disso, a pessoa acha na Bíblia uma postura diferente por uma razão muito boa. A ação corporal de dobrar os joelhos em oração põe forma a nossas atitudes. 39. Por quê? Como escreve Thomas Howard, "Nossas atitudes íntimas

clamam por uma forma. Elas desejam ser vestidas com carne. Nós podemos ver isto onde quer que estejamos: quando estamos felizes, nossos músculos se estiram num sorriso; quando tristes, nossos canais lacrimais vão trabalhar; se estamos envergonhados, nossos músculos do pescoço inclinam as nossas cabeças; se estamos

com sono, bocejamos; se estamos bravos, apertamos os nossos punhos." Oração envolve a pessoa inteira. Culto não é só um ato mental, enquanto ouvimos um sermão. Ajoelhar-se poderia ser a representação do que deveria ser a nossa vida inteira. 40. Sentar-se é um modo apropriado de ouvir a Palavra de Deus e a pregação. Note-se que a Bíblia é lida mais desta forma que de outras. Muitas igrejas quase nunca lêem a Bíblia, o que é muito triste. Na Liturgia Anglicana, o Velho e o Novo testamentos são lidos, junto com uma leitura dos Salmos na Oração Matutina, na Celebração da Santa Ceia e em outros momentos. Na verdade, os Salmos normalmente são lidos responsivamente, enquanto enfatizam a atividade adoradora, como forma de respondermos à Palavra de Deus, o que deveria ser o nosso dever toda a vida. 41. Terceiro, levantar-se para responder é uma forma de demonstrar respeito. Você notará que toda vez que a Palavra de Deus é lida, a Comunidade imediatamente dirá ou cantará uma resposta em louvor. Estas respostas são normalmente seções da Bíblia ou hinos, também chamados cânticos. A postura de estar de pé também é a resposta apropriada para nossa vida inteira. Quando Deus fala, a Igreja deveria estar assim diante de Cristo. 42. Assim, o movimento físico no culto - estar de pé, sentado ou ajoelhado - é um ensino silencioso de Deus que nos dá importantes lições. Eles são respostas em ação quando Deus fala. Ainda: são respostas na justa medida

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que precisam ser. Estes gestos estão de acordo com a Bíblia. E, finalmente, são o resumo em ação do que nossa vida inteira deveria ser: submissão (ajoelhar), ouvir a voz de Deus (sentar) e estar em Cristo (levantar-se). 43. O ato simbólico de levantar as mãos tem vários sentidos. O primeiro fala de uma rendição. Mas, há um sentido em que nós nos prostramos na presença de Deus ao levantar as nossas mãos. Ainda há um sentido de reconhecermos que nossa esperança vem do alto. 44. A imposição de mãos é um gesto que representa a transmissão de uma graça ou benção divina. Não há poder em nossas mãos. Mas como símbolo, nós praticamos este gesto em casos de confirmação, ordenação e oração pelos enfermos (que inclusive pode ser acompanhado por unção com óleo, ou não). 45. A proclamação da Igreja não está restrita apenas à sua comunicação verbal. A arquitetura do santuário, a disposição dos fieis e do clero no templo, os símbolos e os gestos usados no culto cristão, todos esses elementos não-verbais fazem parte da nossa proclamação também.

O QUE É O ANO LITÚRGICO?

46. As tiras de tecido colorido no atril e outras toalhas sobre a mobília, além da cor da estola do ministro, servem para indicar a estação no ano da Igreja. O princípio do ano da Igreja é remir o tempo e trazê-lo sob o Evangelho (Ef 5:16). Para ajudar o povo de Deus a submeter o tempo a Cristo, a Igreja organizou o ano ao redor de eventos da vida de Cristo, buscando manter sua vida de forma cristocêntrica. Os eventos do Evangelho entram em estações diferentes do ano, cada uma representada por uma cor diferente. Também, desde que o tempo tem três padrões - o dia, a semana e a estação - a Igreja busca por seu calendário reforçar, na base das estações, o que será ensinado na Igreja semanalmente. Por isso, haverá serviços especiais nas diferentes estações do ano litúrgico para focalizar as ações diferentes de Cristo. 47. A Igreja tem coordenado a sua comunicação não-verbal com o acompanhamento do ano litúrgico, que compreende sete tempos: Advento, Natal, Quaresma, Semana Santa, Páscoa, Pentecostes e Tempo Comum

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(dividido em "após a Epifania" e "após Pentecostes"). Cada um dos ciclos do ano litúrgico cristão é simbolizado por uma cor diferente dos tecidos: a) Branco simboliza a Divindade, luz, glória, alegria e vitória. Estas cores são usadas para celebrar a obra redentora de Cristo no Natal e dias subsequentes (até a Epifania), no Domingo de Páscoa (até o Pentecostes) e dias subsequentes e na Ascensão do Senhor (quinta-feira da 6ª semana da Páscoa). Também em memórias em honra a Jesus (Anunciação, Visitação, Transfiguração e outras), batismos e casamentos. Ainda usa-se no Domingo da Trindade. b) Vermelho é símbolo do fogo e do sangue dos mártires, usado nas celebrações do Espírito Santo como o dia de Pentecostes, nas Confirmações, Ordenações, Investiduras de ministros e Concílios da Igreja. c) Roxo, caracteriza as épocas do ano cristão dedicadas à reflexão, arrependimento e preparação, como o Advento e a Quaresma. Também usadas nos funerais. d) Verde é a cor da natureza, da vida e do crescimento e é usado ao longo dos ciclos do Tempo Comum (depois da Epifania até a terça-feira da semana de quarta-feira de cinzas e depois do Pentecostes, a partir da segunda-feira subsequente até a última semana do Ano Litúrgico) por ser uma cor que denota estabilidade e constância. e) Preto denota a morte e o luto e é usado na quarta-feira de Cinzas e na sexta-feira da Paixão, podendo também ser usado em funerais. 48. O uso dessas cores nos ajudam a trazer à memória continuamente as etapas da vida do Nosso Senhor Jesus Cristo e as diversas maneiras como o Deus Trino – Pai, Filho e Espírito Santo – tem agido na história para nos resgatar e nos transformar de glória em glória à sua imagem e semelhança.

COMO ESTÁ ORGANIZADO O ANO LITÚRGICO?

49. O Ano litúrgico começa antes do Ano civil. Seu início é previsto para o domingo subsequente ao dia 30 de novembro (memória de Santo André, apóstolo). É organizado da seguinte maneira:

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Advento: A expectativa do Messias como rei. As leituras têm a ver com o tipo de pessoa que Ele é, porque ele é necessário e como vem ao mundo. A estação é o começo do ano da igreja, dirigindo nossos pensamentos em duas direções: sua primeira vinda, na encarnação e sua glorificação, culminando em sua segunda vinda. A cor é roxa para simbolizar realeza e penitência em preparação para a vinda do Rei. Vai do primeiro domingo do Advento até a Véspera do Natal, 24 de dezembro. Natal: O nascimento de Jesus e os eventos que cercam sua Encarnação são lidos e estudados. A cor é branca para pureza e glória. O Apóstolo João diz que o Cristo é a maior expressão desta glória (João 1:14). O tempo do Natal vai de 25 de dezembro até o 1º Domingo após a Epifania, chamado de Batismo do Senhor. Tempo após a Epifania ou Tempo Comum I: esta palavra vem do grego e significa "aparecimento, revelação". A Epifania demonstra Cristo aparecendo ou se revelando para o mundo, especialmente aos gentios, os não- judeus, indicando sua missão mundial como Profeta, Sacerdote e Rei. A cor é verde para simbolizar o crescimento do ministério de Cristo. Ocorre entre o 1º Domingo após a Epifania, indo até a terça-feira da semana da Quarta-feira de Cinzas. Quaresma: Esta estação começa quarenta dias antes de Páscoa, na quarta- feira de cinzas. Focaliza no jejum e período de tentação da preparação de Cristo para o ministério dele, um período de quarenta dias. A aplicação para a Igreja é de um tempo especial de arrependimento e auto-exame. A cor permanece roxa para penitência. Semana Santa: dentro da Quaresma, a última semana antes da Páscoa é especial, pois relembra os passos de Jesus nos seus últimos dias antes da crucificação, morte e ressurreição. No Domingo de Ramos, usa-se estola vermelha. Na quinta-feira santa, usa-se branco. Na sexta-feira, usa-se roxo/preto. Páscoa: Esta inclui a Vigília Pascal, o Domingo da Ressurreição e os vários domingos que seguem, por sete semanas. Aponta à Ressurreição de Cristo e as atividades dele até a Ascensão. A cor é branca para pureza e glória.

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Ascensão: Nós adoramos, neste tempo, nosso Deus que ascendeu ao céu para estar à mão direita do Pai para interceder pela a Igreja dele e construir o reino dele na terra. A cor é branca para a glória de Deus. Pentecostes: Acontece 50 dias depois da Ressurreição. Ensina sobre a vinda do Espírito Santo como línguas de fogo, simbolizadas pela cor vermelha. Tempo após Pentecostes ou Tempo Comum II: A estação final e mais longa (seis meses) do ano da Igreja começa com um domingo especial, dedicado à doutrina da Santíssima Trindade, a base da fé Cristã, quando se usa a cor branca. Ao longo da estação, porém, o ministério de Jesus, seus milagres e ensinos (especialmente relativos ao Reino de Deus) são enfatizados. A cor verde aponta para o crescimento da Igreja a partir do Pentecostes.

POR QUE NÓS LEMOS ORAÇÕES E AS REPETIMOS EM NOSSA LITURGIA?

Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos

chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. (1 Pedro 2:9) 50. A Igreja inteira é chamada de sacerdócio. Como o povo de Deus é um povo de sacerdotes, todos deveriam estar envolvidos ativamente na adoração. Deveriam ser os únicos a administrar a adoração. Nos cultos anglicanos, os ministros conduzem, presidem, oficiam, mas as pessoas é que estão prestando adoração de fato. As pessoas podem fazer isto porque elas sabem adorar. Elas foram treinadas com uma ferramenta chamada Livro da Oração em Comum. Ele não pretende substituir a Bíblia. O Livro da Oração em Comum, entretanto, é para a adoração o que o hinário é para a música. É projetado para equipar as pessoas para realizar todo o serviço de adoração e culto. 51. As orações recitadas são parte do treinamento para adoração. Não são, entretanto, o único tipo de oração, pois há a oração espontânea usada também durante os cultos. Nosso LOC tem lugares especiais onde os ministros fazem orações extemporâneas. As orações fixas seguem exemplos bíblicos, como o "Pai Nosso". Elas normalmente são declarações que expressam exclusivamente as necessidades das pessoas. São chamadas de "Coletas" por que são uma coletânea

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das necessidades dos cristãos e que são apresentadas pelos ministros. Muitas delas são originadas, inclusive, nos primeiros séculos da Igreja. 52. As Orações fixas são orações que tem uma história sem igual. A oração seguinte tem uma história ligada a ela : "Ó Deus que és o autor da paz e do

concorde amor, em reconhecimento de quem a nossa vida se devota em serviço pela liberdade perfeita; defende teus humildes servos de toda a agressão de nossos inimigos; que nós, confiantes na tua defesa, não temamos o poder de qualquer

adversário. Pelo poder de Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém." Esta oração foi escrita por um ministro da cidade de Roma, no século IV da era cristã, quando os bárbaros estavam por invadir a cidade. Na noite em que a fizeram, os bárbaros milagrosamente foram embora e nunca mais voltaram. A igreja manteve esta oração que Deus honrou tão profundamente. 53. A objeção comum para as orações lidas é que elas não são sinceras. Mas este necessariamente não é o caso. As pessoas leem os votos do casamento ou até mesmo memorizam o que dizem. Isto significa que eles são insinceros? Claro que não! Na verdade, os seres humanos escolhem suas palavras muito cuidadosamente quando realmente querem dar a elas significado. Lembremos, isto ocorre quando as pessoas agem em ocasiões especiais. 54. Mas, e a repetição? Não é uma leitura morta? Não, novamente. As pessoas gostam de repetir aquilo que elas amam. Porções favoritas das Escrituras como o Salmo 23, o Pai Nosso, As Bem-aventuranças, todas servem para ilustrar isso. E o que acontece com algumas canções, alguns hinos ou cânticos? Sempre são repetidos do mesmo jeito pelas mesmas pessoas. A repetição significa que eles são insinceros ou não expressam o que estão dizendo? Não. Eles estão repetindo o que amam e sentem. Na verdade, a repetição é difícil quando as pessoas não querem dizer o que estão dizendo. Isto é verdade em qualquer aspecto do culto. Finalmente, a repetição foi chamada de "mãe do aprendizado". Repetição é um modo de aprender elementos básicos de qualquer coisa, inclusive adoração. A maioria dos cristãos não sabe como adorar porque foram ensinados que isso vem naturalmente. Nada, entretanto, na vida cristã vem naturalmente. Deve ser aprendido. E, desde que a repetição é o modo mais

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básico de se aprender, o serviço de adoração envolve a repetição de certas partes importantes.

ORIENTAÇÕES SOBRE OS SACRAMENTOS

55. Sacramentos são meios de graça instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo, sinais visíveis da graça invisível do Espírito Santo na vida dos cristãos e cristãs e são: O Batismo e a Ceia do Senhor. Os 35 Artigos de Religião da nossa Igreja os definem. Aqui orientamos como devem ser realizados.

Batismo 56. O Batismo é o sinal visível da graça de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual nos tornamos participantes da comunhão do Espírito Santo e herdeiros da vida eterna. 57. O Batismo é aplicável a crianças, a maiores cristãos e a excepcionais de qualquer idade. 58. O Batismo de maiores cristãos somente se aplica a pessoas que desejam filiar-se à Igreja e assumem os votos de membro. 59. O Batismo de crianças só será feito com a garantia que entre pais e testemunhas haja quem possa assumir todas as responsabilidade exigidas pelo cerimonial, para o que serão os mesmos prévia e devidamente orientados quanto às responsabilidades que assumem. 60. O Batismo, sendo ato de testemunho da Igreja, deverá ser realizado, sempre que possível, durante o culto público. 61. O Batismo é com água, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, por aspersão, derramamento ou imersão. A Igreja Anglicana Unida reconhece como igualmente válido o batismo por aspersão, derramamento ou por imersão, podendo quaisquer das formas ser aplicadas a juízo do Reitor. Contudo, deve ficar claro que todas as formas são biblicamente e igualmente válidas.

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Ceia do Senhor, Santa Ceia, Santa Comunhão ou Eucaristia 62. A Ceia do Senhor é o sinal de nossa redenção em Cristo e o memorial perpétuo de sua paixão e morte. Nos elementos da Ceia, Cristo se dá aos que são seus, renovando a comunhão de amor da nova aliança. 63. A Ceia é ministrada com regularidade no culto público, após a mensagem, dominicalmente, visando sempre a edificação espiritual da Igreja. As Comunidades que preferirem celebrar apenas no Primeiro Domingo do mês, sendo os outros domingos Oração Matutina/Vespertina ou Serviço da Palavra, devem ter autorização expressa do Bispo. 64. Pode-se utilizar os Ritos de Oração Matutina/Vespertina ou Serviço da Palavra também conjugados com a Celebração do Sacramento. Para isso, inclui-se a oração Eucarística e sua sequência antes do Envio. 65. Devem ser utilizados pão comum ou ázimo e suco de uvas natural, não fermentado, ou vinho. O uso do suco de uvas natural (integral) deve ser autorizado pelo Bispo, principalmente em casos de problemas de saúde ligados ao álcool, seja do ministro, seja dos membros leigos. 66. O que sobejar dos elementos consagrados após o culto, deve ser consumido respeitosamente pelos membros da Junta Paroquial, sempre os últimos a participar da mesa da comunhão, ou por pessoas convidadas pelo Presbítero oficiante. Portanto, é proibida a reserva eucarística em um “sacrário”. 67. É permitida a participação de todas as crianças batizadas na Ceia, desde que orientadas e acompanhadas pelos pais.

OUTROS RITOS DA IGREJA

Recepção de novos membros 68. Para testemunho de fé e gozo dos plenos direitos de membro da Igreja, o candidato, depois de devidamente instruído, apresenta-se diante da congregação para assumir os votos de membro dela. Nenhuma pessoa pode ser

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recebida como membro da Igreja por processo diferente dos indicados nos Cânones. 69. In extremis, uma pessoa convertida pode ser batizada sem ser recebida como membro da Igreja. 70. Sempre que possível, a recepção deverá se dar no contexto de um culto com a Ceia do Senhor, onde os novos membros possam ter uma expressão concreta de sua integração na comunhão da Igreja. 71. O Bispo é o ministro oficiante das Confirmações, Profissões de Fé e Assunção de Votos como símbolo do vínculo do membro leigo com a Igreja Sinodal.

Matrimônio 72. A Igreja Anglicana Unida reconhece o direito que assiste ao governo civil de legislar sobre o casamento e exige dos seus membros obediência às leis do país, segundo os princípios do Evangelho; e, ainda que não considere o matrimônio sacramento, exorta os cristãos a pedirem a bênção divina sobre a sua união. 73. Nenhum ministro pode celebrar o rito do matrimônio antes de terem os nubentes satisfeito as exigências das leis do país. 74. A menos que ocorra situação excepcional, nenhum casal poderá receber a bênção divina sobre o seu matrimônio sem que tenha recebido instrução adequada do Reitor. 75. Definimos o casamento como a união voluntária entre duas pessoas, nas condições sancionadas pelo direito civil e canônico. 76. Reconhecendo que o matrimônio feliz é uma benção de Deus para todos os seus membros é admitida a comemoração da data em que o enlace se realizou. As bodas geralmente comemoradas são as conhecidas como de prata, ouro e diamante, correspondente a vinte cinco, cinquenta e setenta e cinco anos, respectivamente.

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Funerais 77. O ofício fúnebre é cerimônia realizada para o consolo dos parentes e amigos da pessoa falecida e oportunidade de afirmação de fé e de exortação aos que a assistem; deve, pois, ser realizada com reverência e solenidade, evitando-se pronunciamentos exagerados a respeito do morto, devendo ainda ter conteúdo evangelístico.

Dedicação de Templos e Capelas 78. Para maior glória do nome de Deus e no interesse do testemunho do seu Reino, sempre que um templo, edifício de educação cristã ou qualquer outro, consagrado ao serviço divino ou à sua obra, está para ser levantado, procede-se à cerimônia do lançamento da pedra fundamental, ou da angular, conforme a conveniência da ocasião. Pedra fundamental é a pedra marco, colocada no lugar da futura construção, ao ser rasgado o terreno; pedra angular é a pedra de esquina ou do ângulo principal do edifício, na qual é costume colocarem-se documentos históricos. 79. Terminada a construção de um templo, estando o mesmo desembaraçado de qualquer ônus, é dedicado ao serviço de Deus, em culto solene de ação de graças para o qual devem ser convidadas as autoridades eclesiásticas e civis.

Investidura de Oficiais e Agentes de Pastorais eleitos pelas Assembleias 80. Os oficiais, ministérios e membros de órgãos e Comissões são empossados em solenidade pública, conforme rito próprio. No dia e hora marcados para a posse, em culto público e solene, os oficiais, ministérios, membros de órgãos e comissões, previamente avisados, são chamados à frente, a fim de serem empossados.

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Casos Omissos 81. Todos os casos omissos desta carta pastoral serão decididos pelo Colégio Episcopal. Tais pedidos podem ser encaminhados por qualquer membro da igreja, leigo ou clérigo, em ofício endereçado ao Moderador Geral ou ao Chanceler Geral.

Fuente y agradecimiento

Fuente: Igreja Anglicana Unida, Brasil. Obra facilitada por Monseñor Virgílio Cezar Torres, canciller de la Comunión Mundial y obispo moderador de la Iglesia Anglicana Unida, Sínodo de Brasil. El tomo I, página 4, permite la reproducción con mención de la fuente. Se conservan los créditos y el texto originales.

Todo el texto y las ilustraciones de los tomos facilitados están disponibles aquí. Se omiten las páginas en blanco y los números repetidos del texto adaptado. Los enlaces remiten a las páginas del PDF original.

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